8 de agosto de 2016

Sobre a síndrome de pequeno príncipe, responsabilidade emocional e empatia.


Se você tem facebook e tem amigos que compartilham textão você provavelmente deu de cara com pessoas compartilhando textos sobre ''ser contra a geração que não demonstra o que sente'' ''de ser contra joguinhos'' ''de ser 8 ou 80, ou vai ou fica.'' Eu inclusive compartilhei coisas do tipo. Da mesma forma, tiveram pessoas que compartilharam coisas totalmente antônimas como: ''não sou obrigado a responder rápido'' ''as vezes eu sou frio mesmo'' e afins. Com quem eu concordo? Bom, com as duas.
Eu entendo as duas. Eu sinto as duas. Eu sou as duas. Você também é, querendo ou não. Você também quebrou um coração por aí, foi filha da puta com alguém, alguém já sentou e discorreu sobre como você foi legal mas depois sumiu, ou simplesmente mudou. E isso ocorre sim, ninguém é obrigado a não mudar, ser o mesmo pra sempre só pra conservar o sentimento de outra pessoa por você. Talvez seja essa é grande questão.
Todo dia somos bombardeados por textos de pessoas da nossa geração falando sobre pessoas da nossa geração na nossa geração. É a geração do smartphone falando através de um smartphone sobre como um smartphone é ruim e aliena as pessoas. E sim, a nossa geração tem alguns problemas. Vários. Mas só escrever sobre eles não adianta muita coisa, não é? Pois é. Mas é exatamente isso que eu estou fazendo. Entende?
A frase ''você é eternamente responsável por aquilo que cativas'' tem assombrado muito os nossos ouvidos, durante anos. A síndrome de raposa e pequeno príncipe se mostra presente no nosso cotidiano. Você dá match numa pessoa no Tinder, se anima, fala várias coisas, faz altos programas e promessas com a pessoa e para a pessoa. Vocês se falam todo dia, você tá naquela exaltação e de repente: acabou. Você não quer mais responder aquela pessoa, viu uma postagem dela que você não concordou, o encanto acabou. Miou. Se foi. Broxou. Pra você, ela mudou. Pra ela (a pessoa), você mudou. E na verdade tudo que ocorreu foi algo chamado: Tempo. Ele simplesmente passou. Mas e aquilo tudo que você disse pra ela? As saídas que você disse que teriam? As ''você é uma pessoa tão maravilhosa pra ser real'', ''você tem tudo haver comigo'',''eu nunca encontrei ninguém assim'', ''seus problemas acabaram, eu sou diferente, não vai sofrer comigo''. Pois é. Aquilo fica, não é? Na cabeça de um, no coração de outro.
A gente passa por várias pessoas nessa vida, nós não sabemos o que ninguém carrega dentro de sí. Traumas, fobias, espiritualidade, energias, passado, experiências, sentimentos. Nós somos o somatório disso tudo. E é tudo isso que temos pra dar. Não só isso, claro. Mas é por ai.
Já disse inúmeras coisas que passei na minha vida pra pessoas diferentes e ouvi de muitas que eu era forte por aguentar o que aguentei, já outras diziam ''ah é? pois eu passei por isso, e aquilo, e também tô aqui.'' e eu ficava de cara, porque sim, essa pessoa tava ali depois de tudo isso. E eu também. E isso era foda demais. Mas também via pessoas com cara de paisagem, desesperadas, por não ter passado por coisas daquele tipo, ou piores, e não saber o que contar. O que comparar, o que equiparar. E o que fica no final dessa conversa? A famigerada empatia.
Não, você não sofreu o mesmo que outra pessoa. Sim, você pode ter passado pela mesma situação, mas não, você não sofreu o mesmo que ela. Não como ela. Você não sabe o peso que aquilo tem pra pessoa. Assim como você também não sabe o que a sua pequena baguncinha vai fazer na vida dela. As promessas, os planos, as coisas que você disse que ela era: elas não vão embora. Elas não vão ser retiradas. Elas podem sofrer mutação, elas podem mudar, podem evoluir. Mas sumir elas não vão.
Assim como você também não pode colocar nas mãos de alguém todo o seu bem estar emocional. É importante se cuidar, é importante olhar pra dentro. A sua felicidade não deve depender de uma resposta rápida no Whatssap. De um visto por último, de uma visualização. Por favor, você é mais que isso. Eu digo você, eu digo pra mim.
Assim como, pra outra pessoa, o nível de interesse dela não está atrelado ao quanto tempo ela passa falando com você, ou se ela respondeu rápido, ou se ela te chama toda hora. As vezes, o interesse dela tá em mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, ela chegar em casa, ver a sériezinha, comer, descansar, pra estar bem e poder falar com você. As vezes, ela só tem um jeito diferente de demonstrar interesse que você, e não é joguinho. Você pode querer que ela demonstre sempre interesse e querer grite, mande textão, ligue, stalkeie, curta tudo e não se assustar com isso. Mas nem todo mundo consegue fazer isso e se sentir bem. E você precisa entender isso.
Sim, os joguinhos estão em alta. A gente tem que tomar cuidado com tudo que fazemos virtualmente, porque tudo é sinônimo de interesse e da falta dele. Mas a gente precisa saber que: Joguinho não é sinônimo de interesse. E que: Nem tudo é joguinho. As vezes é falta de interesse, e precisamos saber quando alguém não nos quer mais, aceitar isso e seguir.
A responsabilidade que você tem sobre aquilo que cativas, ela não é eterna. Mas você não sabe o peso que aquilo carrega pra quem irá recebe-la, então não cultive. Sejamos sinceros, sejamos jogo limpo, sejamos nós. Mas vamos olhar primeiro, e saber primeiro com quem podemos ser.
No final, aquele velho ditado de não fazer com os outros o que não queremos que façam com a gente é o vale. E isso vale pro que nós podemos fazer com nós mesmos também.

13 de junho de 2016

Mas você também né

Mas você também né, é muito exigente. Você também é muito ansiosa, quer tudo ali, na hora, no ato, se acalma. Tenta não falar sobre esses assuntos polêmicos. Você tem uma opinião muito forte, isso também assusta. Nem todo mundo tá preparado pra lidar com uma mulher assim que nem você.
Tenta não dizer que você não pensa em ser mãe se não já vão olhar torto. Tenta não dizer que você não tem pressa em casar se não vão pensar que você é descompromissada demais. Ninguém compra a vaca quando se dá o leite de graça, não é mesmo? Então.
Ah, não fala de sexo. Você tem esse seu jeito de falar de sexo sem nenhum problema, sem risadinha, sem vergonha, vão pensar que você é puta. Quem quer namorar uma puta? Por isso ele não respeita você. Quem vai respeitar uma menina assim? Sem pudor, tenha modos!
Você intimida. Tenha paciência com ele. Tenha paciência com as inseguranças dele. Para! Se você ficar demonstrando tanta insegurança assim, ninguém vai ficar com você.
Fica aí falando de ansiedade, depressão, quem você acha que quer namorar uma maluca? Não fala que você toma remédio pra dormir, não fala dos seus traumas, não fala da sua família, não diz que você tem trauma de relacionamentos não. Mas olha, se ele não chegar em você, tenha paciência tá bem? O que? Você tomar atitude? Tá doida, menina?! Onde já se viu menina tomar iniciativa? Por isso vai acabar sozinha, com essas ideias. Se ele não responder você, não chama ele não, homem não gosta que fiquem muito em cima, vai sufocar. Como assim ele te chamou e você não respondeu? E dai que ele não é legal? Fica ai rejeitando todo mundo que aparece, vai acabar sozinha.
Não chama ele pra sair. Fica quieta. Fica parada. Não faz nada.
Você se expõe demais, você ri muito alto. Você tem uma cara muito fechada, sorria! Mas não fica de sorrisinho demais não, se não já viu né? Homem acha que tudo é convite. Você bebe? Mas homem não gosta de mulher que bebe. Não, quando ele sair, você tem que acompanhar, sendo lugar que você goste ou não. E se ele achar alguém melhor que você?
Espera um pouco pra dar, não dá muito rápido não. Mas menina, vai ficar prendendo ele até quando? Homem acaba procurando em outra o que não tem casa hein. Você também trata ele mal, que que tem se ele gritou uma vez ou outra com você? Que que tem se ele mente pra você? Homem é assim mesmo. É da natureza deles. Mulher tem que se dar ao respeito. Fica aí sendo relaxada com esse corpo, come menos. Foca no 36. E esse cabelo curto? Vão achar que você é sapatão. Você também né, não é tão feminina. Homem não gosta de mulher que xinga mais palavrão que eles, que joga mais que eles, que ganha mais dinheiro que eles.
Para.
Não seja você mesma. Não seja feliz com você.
Se não, assim ninguém vai gostar de você.

19 de maio de 2016

Jane The Virgin: três gerações de mulheres fortes, latinas, mães e reais.

Personagens LGBT, mulheres não-brancas protagonizando, uma série de tv no formato de uma telenovela mexicana daquelas que a gente acompanhava firmemente no SBT na nossa infância, isso é só algumas coisas que a série da CW, Jane The Virgin possuí.
A CW não é uma emissora muito amada por todos mas sem dúvidas é uma das mais populares (trouxe séries como The Vampire Diaries, Supernatural, Gossip Girl) e com isso possuí bastante esteriótipos típicos de filmes e séries de tv: triângulo amoroso, mulheres com personagens estereotipadas e na maioria das vezes padrão (branca, loira, magrinha, cabelo liso, etc). Bom, se a emissora possuía tudo isso, ela quebrou tudo isso ou pelo menos a maioria, nessa adaptação da telenovela venezuelana Juana la virgen (2002).
Jane Gloriana Villanueva é uma jovem, latina, bastante sonhadora e romântica, e consequentemente possuí uma família extremamente católica mas não muito tradicional. A família é formada por três mulheres, latinas, de diferentes gerações e diferentes histórias de vida. Sua avó, Alba, uma imigrante mexicana e viúva e teve que cuidar de sua mãe, Xiomara, sozinha. Xiomara, era uma filha bem rebelde, questionadora e que acaba sendo mãe de Jane aos 16 anos.
Alba passa uma sermão bem amedrontador para Jane, quando ela tinha 10 anos, sobre virgindade e o valor da mesma, obviamente baseado em seus ideais religiosos. Desde então, Jane cresceu sabendo que seria virgem até seu casamento e com o medo de virar uma jovem mãe solteira. Apesar disso, ela segue sendo uma jovem que busca independência, estabilidade e não se sente forçada a nada por ninguém. Sua decisão de esperar até o casamento perdura até mesmo no relacionamento com o seu namorado de longa data, Michael.
Eu tinha dito que a série segue a linha de telenovela mexicana, não é? E todo mundo está ciente de que novela mexicana é conhecida por ter bastante drama (mais conhecido pela gente como plot twist), não é? Pois bem.
Um dia Jane vai a sua ginecologista fazer um Papanicolau, porém sem saber que sua médica - um alcoólatra - havia acabado de terminar com sua namorada. Naquela bad absurda de término de namoro que a maioria de nós conhecemos, Luisa acaba trocando os prontuários de Jane e uma outra paciente, e realiza uma Inseminação Artificial em Jane. Pois é, uma doideira. Quer mais? O sêmen do procedimento é do ''crush'' antigo de Jane, Rafael. Que é casado com Petra. Que era a paciente que deveria receber a inseminação. Que é cunhada da Luisa, ou seja, irmã do Rafael. Se isso não é um Plot Twist bem digno, eu não sei o que é.
Arrasada com a noticia que se encontra grávida e é virgem, Jane entra em conflito com seus dogmas religiosos, com seu otimismo e sua fé. Não tendo que lidar só com a confusão interna - a religião, a surpresa, como ficará seu futuro como recém formada, cheia de sonhos como por exemplo ser uma escritora de romances - um dos seus medos tornando realidade (ser uma mãe jovem e solteira) e a notícia de que será uma Mãe Virgem, ainda temos Rafael, seu namorado Michael, sua mãe, sua avó opinando sobre a situação. Porém, em todo o momento, e isso é um ponto muito positivo da série, a escolha de Jane será respeitada.
A união entre as três mulheres da família é algo lindo e que me lembra muito algo que eu tinha com a minha mãe e a minha vó, uma admira e apoia a outra independente das circunstâncias. Rivalidade feminina? É algo que raramente nós vemos por aqui.
Jane é uma personagem impossível de não se apaixonar, e isso não é diferente com a atriz que a interpreta, Gina Rodriguez que foi indicada para o Globo de Ouro em 2014 e ganhou a categoria Melhor Atriz em Série de Comédia, desbancando nomes como Lena Dunham, de Girls, Julia Louis-Dreyfus, de Veep, e Taylor Schiling, de Orange is The New Black. Isso é algo extremamente grande, vendo que atriz latina não era muito conhecida. Gina é um amor de pessoa, emprestou seu vestido do globo de ouro para uma fã e vive falando sobre como é ser uma mulher POC na indústria da televisão, que nós sabemos que além de sexista é bem racista. Inclusive ela deu um discurso lindo quando ganhou o prêmio, você pode ver legendado clicando aqui. Com muito humor, muita variedade no elenco (inclusive linguística, afinal nós temos latinas aqui não é mesmo?), rostos latinos conhecidos por quem assistia as tão aclamadas novelas mexicanas que o SBT passava e muito Girl Power, Jane the Virgin explora assuntos que dificilmente você não vai se identificar, como por exemplo o mito do valor da virgindade e como isso pesa no valor de uma mulher, ou como é ser uma mãe solteira e ter que lidar com a sua própria vida, que não para - e não deve parar - só por você ser mãe.


E adivinhem a notícia boa? Hoje ela estreou no Netflix! Então vamos dar valor pra nossa cultura latino-americana e vamos apreciar e, assim como eu, se apaixonar pelas Mulheres Villanueva.

Fusão do cotidiano de mulheres aleatórias


Não sei se sou só eu mas, geralmente, meu dia melhora bastante quando acabo esbarrando com um(a) desconhecido(a) que me trata bem. Aquelas pessoas que veem que você sentou longe da sua companhia de viagem e perguntam se você quer trocar de lugar com elas, ou pessoas que simplesmente cedem o lugar pra você, sem necessidade, sem obrigatoriedade por lei de preferência, sem culpa, só porque a pessoa olhou pro seu rosto e sentiu algo bom. São as famosas pequenas coisas do dia que melhoram o seu dia por completo, ou talvez até a sua semana.

Surpreendentemente e felizmente, eu esbarrei com três pessoas do tipo num dia só. E ainda consegui falar com dois gatinhos vira-latas na rua, o que pra mim é uma vitória. Eu achava que meu dia estava ótimo e que a energia que me cercava estava algo sem igual de tão bom, até que no meio dessa gente, estava uma mãe. Uma mãe sem filho.

A moça notou que minha mãe estava com marcas nos braços causadas pelas bolsas que carregava. Preocupada, ela ofereceu ajuda à minha mãe que aceitou imediatamente. Ambas começaram a conversar sobre como era difícil viver a vida de uma mulher-mãe-trabalhadora, uma vida não dá descanso nunca, até que (provavelmente como um recurso de desabafo) a mulher simplesmente desabafou que havia perdido o filho. Dezoito anos. Eu não pude ignorar o fato de que o rapaz era um ano mais novo que eu, ele simplesmente acabara de fazer dezoito. "Foi acidente?" minha mãe perguntou e ela disse "Não. Mataram.". A gente deveria ter ficado surpresa, afinal não foi em batida de carro, nem nada. Não foi uma casualidade da vida, um evento cotidiano que acabou em desastre. Uma hora ele estava ali, e na outra não estava mais. Porque o mataram.

A moça disse que esse era o segundo filho que ela enterrava, já tinha enterrado outro filho também com dias. Fiquei calada o tempo todo e deixei minha mãe escutar e aconselhar a moça, afinal eu não sou mãe. Elas começaram a trocar experiências sobre perdas: minha mãe falando sobre os anos que a gente passou com a minha vó com Alzheimer e depois como foi perde-la. Contou que terminou a faculdade na marra, porque ela trabalhava, estudava e quando chegava em casa tinha que trocar frauda, limpar suas feridas, dar comida. ‘’Eu dormia todo dia três horas da manhã pra no dia seguinte estar de pé pra trabalhar. ’’, disse minha mãe. A moça deu o olhar mais solidário que ela poderia enquanto escutava minha mãe contar como foi ver uma mulher forte, que nunca parou de trabalhar e de lutar pra sobreviver, nordestina, guerreira, simplesmente ir perdendo toda essa sua identidade aos poucos e ir ficando cada vez mais vulnerável, cada vez mais frágil.

A moça disse que as pessoas falavam pra ela que ela deveria se manter forte porque ela tem mais uma filha e dois netos, que eles precisavam dela: "Mas tem dias que eu não consigo..." ela admitiu. Eu não aguentei ouvir isso e soltei, com um receio enorme, "Moça, antes de a senhora ser mãe e avó, a senhora existe. A senhora é uma pessoa." ela me olhou como se ninguém nunca tivesse falado isso pra ela, e concordou. Acho que até ela se surpreendeu por ter concordado.

Contou que já havia tido depressão e que ela e seus filhos tinham medo de isso ocorrer de novo com ela. Disse que se fosse necessário ela buscar ajuda, e principalmente se ajudar. Minha mãe compartilhou da mesma opinião mas acrescentou que ela deveria dar um espaço pra dor, afinal ela estava de luto. Ela pode chorar, ela pode ficar perdida. Ela tem esse direito. Teve um momento em que ela contou que sorriu sem perceber e pensou "Meu deus que que eu tô fazendo? Eu não posso sorrir."

Ela pegou uma foto do filho e mostrou pra minha mãe, e isso despertou a atenção de uma outra mulher do metrô. Logo as duas estavam lá, ouvindo a moça, e eu ali no meio. Reconhecendo que eu não poderia mensurar a dor dessa mulher, e nem acalmar ela por mais que quisesse muito. Elas ficaram se ajudando e se ouvindo, até uma hora em que a moça não aguentou e começou a lacrimejar. Eu olhei pra ela e segurei na mão dela, e ela caiu aos prantos no meio do metrô. As pessoas olharam, mas eu só sabia falar pra ela chorar sim. Que eu estava ali. Minha mãe do lado dela também dizia coisas do tipo, do outro lado estava a senhora que veio depois. 

Eu não posso ignorar de que aquela mulher, por algum motivo, apareceu no meu dia. Se eu disser que não achei que foi coisa de Deus, eu estaria mentindo. Toda a energia que eu absorvi, todas as coisas boas que eu senti no meu dia, eu tentei ao máximo passar pra essa mulher. E foi impossível não ver a gratidão nos olhos dela.

Não posso não atribuir isso ao feminismo, um movimento que me fez olhar para as outras mulheres de uma forma muito mais fraternal. Eu as valorizo de forma que nunca fiz antes. Talvez sororidade seja isso. A gente se entender sem se conhecer. A gente ter empatia, porque sabemos como é ser mulher nessa sociedade. Ser uma mulher, periférica, negra. Moradores da zona norte/baixada do Rio de Janeiro não tem paz, e pior quando se é uma mãe.

Depois quando chegou na estação Pavuna, estação final, nós nos levantamos e ela olhou pra todas nós e agradeceu com todo o coração. A outra moça segurou a mão dela e disse "Força", a minha mãe falou pra ela cuidar do espiritual dela e eu só fiz um carinho no braço dela e sorri com os olhos.

Meu dia terminou com mulheres tendo empatia por outras mulheres. Eu, mulher, ajudei uma outra mulher, com outras mulheres. Enquanto eu contava essa história pra outras mulheres, as mesmas se emocionaram. E que assim seja: nós, mulheres, sejamos uma pela outra. Sempre.

3 de agosto de 2015

As coisas mais legais do meu mundo

Oi gente! Primeiro de tudo, eu não morri. Só o vestibular e o terceiro ano do E.M que tem me matado, lentamente, mas eu ainda tô aqui.
Pra voltar eu decidi fazer uma tag que eu gostei bastante, vi no blog A life less ordinary e amei! A tag consiste em listar as suas coisas favoritas nas seguintes categorias: Decoração, livro, viagem, música, sapato, maquiagem, ídolo, doce, foto e blog. Então vamos lá!

1. Decoração

O meu gosto pra decoração é muito eclético, assim como tudo em mim. A única coisa que eu realmente faço questão é que tenha algo roxo e bastante pôster sobre comics, acho que isso já diz bastante sobre mim. E o que é a sua decoração se não várias partes de você né?

Falar de decoração sem lembrar dessa coisa linda é impossível pra mim. Esse cantinho todo místico, fofo e cheio de coisa foda é da @caandrechuk. Sempre quando ela aparece na minha timeline eu fico babando e meu sonho de consumo é ter m canto como esse, cheio de coisa que eu gosto + coisinhas lindas de coração ♥

2. Livro



Escolhi esse livro não porque ele foi o melhor que eu li, até porque ainda não o li (infelizmente). Mas é definitivamente o melhor livro da minha estante. Tem um significado absurdo pra mim, tendo em vista que eu nunca me identifiquei com qualquer princesa da Disney na época, até que veio Alice

3.Viagem















(Essas fotos são da Melina Souza do blog Serendipity)
Já que eu não viajo muito (nunca fui para fora do país e do estado mas pretendo mudar isso) decidi escolher um lugar que eu sempre quis conhecer: Europa! Especialmente Londres. Sei que é o maior dos clichês, mas minha paixão por esse lugar é enorme. Ainda mais por ter tantas coisas de Harry potter, Doctor who e outras coisinhas que os britânicos nos presentearam lindamentes né?

4.Música


Meu vício ultimamente é o álbum novo da Hilary Duff. É a coisa mais fofa do mundo, com bastante pop e letras lindas. Uma das minhas preferidas é essa, que inclusive foi composta pelo querido do Ed Sheeran! O nome do álbum é Breathe In, Breathe out e já tem pra baixar!

5. Sapato


Essas coisas preciosas são chamadas Oxford. Eu sou simplesmente apaixonada por esses sapatos, se eu pudesse ter uma coleção eu teria com certeza! Tenho um só, infelizmente, mas que eu amo muito: pretinho básico ♥

6. Maquiagem

Nunca fui ligada muito em maquiagem, mas make up retrô é minha vida. Batom vermelho ou qualquer um escuro, delineador, as vezes um rímel e acabou ai haha!

7. Ídolo

                 


Bom, isso depende bastante né. Afinal, eu tenho vários ídolos e acredito que vocês também: no cinema, nas séries, na música. Mas como eu acho que isso geralmente se refere a ídolo na música, vou dizer as minhas ídolas: Taylor Swift e Nicki Minaj.''Ah mas Luísa você só ta colocando por causa da treta que teve entre elas no twitter?'' não migos, não estou. Eu realmente amo essas mulheres de uma forma absurda. 
A Taylor me ajudou bastante em uma fase da minha vida, com as suas canções eu nunca me sentia sozinha e aquilo me dava uma paz enorme. Eu sempre achei lindo como a Taylor escrevia tudo com tanto sentimento, parecendo mais poesia do que música. Ver que ela chegou aonde ela chegou hoje em dia, trabalhando duro e vencendo MUITAS coisas em relação a preconceito: machismo, sexismo , tudo isso me dá muito orgulho.

Não muito diferente, a Nicki me encantou pela primeira vez por um motivo um pouco menos profundo, ou não depende da sua perspectiva. A Nicki é uma das mulheres mais empoderadas que eu já vi. Ela é uma mulher, negra e totalmente independente. Pode parecer besteira, mas ela chamou muito minha atenção devido as cores de cabelo que ela usa em seus clipes. Eu já ouvi bastante que pessoas ''não-brancas'' não ficam bonitas de cabelo colorido, que isso é pra gente branquinha. E quando eu a vi com tantas cores em vários tons, eu pensei: Com certeza ela ouviu isso também, a diferença é que ela não liga e se acha linda. E isso fez com que eu me apaixonasse ainda mais por cabelo coloridos e mandasse todo mundo pastar, e pintar meu cabelo da minha cor favorita. Isso foi muito importante pra mim, e imagino que ela também é um símbolo de representatividade pra muitas meninas negras.

8. Foto

óbvio que eu vou escolher uma que meu bebê esteja né gente? meu Simbinha ♥ Essa foi uma das fotos que eu tirei dele ultimamente.

9.Doce

Ultimamente eu fiquei viciada em um novo sabor do Bis, que aparentemente é uma edição limitada, mas eu espero que não acabe nunca :( é o Bis de morango! Vamos combinar que é impossível a combinação morango + chocolate dar errado né minha gente

10.Blog


Nessa categoria vou indicar um blog que eu descobri faz pouco tempo, mas me apaixonei profundamente! É o blog da Clayci, chamado Sai da minha lente. O layout é um dos mais lindos que eu já vi na blogosfera, ela é um amorzinho e tem bastante conteúdo geek e sobre fotografia! Duas paixões minhas ♥

Então é isso gente, eu indico a tag pra todos vocês que queiram fazer só me digam depois pra eu poder conhecer um pouco de vocês também ok?

15 de junho de 2015

Mad Max: Estrada da Fúria - A surpresa boa de 2015

 

Mad Max mal estreou e já é visto como o melhor filme de 2015. Confesso que quando fui ver no cinema, estava praticamente zerada de informações sobre o filme (é uma trilogia dos anos 80 e eu não vi todos os filmes). Havia visto o trailer uma vez, na sala de cinema a espera dos Vingadores-Era de Ultron e só pensava uma coisa: Que filme lindo. E a admiração só aumentou quando o vi realmente, por diversos motivos.

O primeiro é, obviamente, os mecanismos técnicos do filme. A fotografia, o uso da velocidade, a paleta de cor. Tudo ali encanta e tem a personalidade do filme. As cores quentes e vibrantes são essenciais na obra, por se passar em uma cidade que virou um deserto. Sem falar da trilha sonora, que é muito importante para as cenas tendo em vista que, em muitas delas, não tem o diálogo e sim as expressões e os gestos dos personagens, ou até mesmo as lutas. Tais cenas que marcam o filme como as capotagens de carros, foram reais, assim como o deserto (ia ser gravado na Austrália mas começou uma temporada de chuva e cresceram florzinhas all over the place, acho que não era isso que eles pretendiam mostrar né).

O filme se passa numa realidade distópica, onde os seres humanos sobreviventes a todo o caos estão espalhados pelo deserto Wasteland. Vagando no mesmo está Max, com suas lembranças que o rementem a como é a dor de não ter conseguido salvar as pessoas do que ocasionou tudo que estava ali. Nos primeiros minutinhos do filme você pensa que vai se passar todo com Max e seus surtos de memória totalmente conturbados porém não é. Na verdade, ele mal tem voz no filme. A condutora e salvadora de tudo é a Imperatriz Furiosa. Sim,vocês leram certo: o foco principal, em um remake, feito pelo próprio diretor dos filmes originais, de um filme de ação, foi uma mulher.



Vivemos em uma era em que as distopias estão fazendo um tremendo sucesso, sendo para o público jovem-adulto ou simplesmente adulto, que é o caso de Mad Max. No jovem-adulto temos heroínas como Katniss Everdeen e Tris, que tentam a todo momento salvar a população oprimida de um governo totalmente centrado e totalitário. Em Mad Max vemos algumas diferenças ao desenrolar da história.

Preciso avisar que a partir daqui vai rolar uns spoilers (não sei se são leves ou não) porém se você não curte spoilers e não viu, volta aqui depois que ver ♥

As diferenças são, como por exemplo, o foco da luta da Imperatriz. É necessário perceber que em nenhum momento sua intenção foi de acabar com o governo do Immortan Joe, que controlava tudo de forma extremamente totalitária, mas sim salvar suas cinco esposas da exploração, principalmente sexual, que sofriam. No filme vemos que as mulheres são tratadas realmente como objetos na Cidadela. Algumas inclusive são separadas para servirem como produtoras de leite materno, que serviam para o exército e seu governante como uma forma de suplemento, de fonte de força.



Vi muitas opiniões sobre o filme ser ou não feminista, e na minha opinião ele não é, mas quase chegou lá. Talvez ele seja, sim, um filme que aborda a diversidade de uma forma muito positiva e até a sororidade, que é algo importante no feminismo. A sororidade é vista a partir do momento em que a Imperatriz burla as regras do Immortan Joe e salva suas cinco mulheres das mãos dele. Elas fogem juntas, com a promessa de ir para uma vila em que a Furiosa foi criada e as habitantes eram só mulheres. Sem falar que o diretor teve todo o cuidado para fazer com que o filme mostrasse características feministas, não foi atoa que o mesmo pediu ajuda de sua esposa, Margaret Sixel, e a uma dramaturga feminista, Eve Ensler, a mesma que escreveu Os monólogos da Vagina.

O legal de toda essa diversidade é que tem sim mulheres idosas lutando mas também tem mulheres novas, as bonitas não ficam pra trás, elas lutam e procuram salvar uma a outra. Tem brancas, pardas, índias, negras, e nos homens a diversidade também é abordada. Furiosa, que é a líder de toda a situação, salva Max quando ele precisa, e o mesmo sabe que ela é melhor nisso do que ele. Ele não hesita ao deixá-la tomar conta da situação, e nem reproduz o machismo que também é abordado no filme. Ela é a ''heróina'' do filme, mesmo não tendo um braço. Mesmo não sendo hipersexualizada igual as heróinas, por exemplo, da Marvel são. Mesmo não sendo perfeita. Na verdade nem ela nem o próprio Max são perfeitos, cada um com suas deficiências.





Enfim, Mad Max foi a surpresa boa de 2015. Sai do cinema apaixonada e ansiando pela sequência do filme. Confesso que depois da decepção que foi, para mim, ver a Víuva Negra em Age of Ultron com todas aquelas apelações românticas e tentando coloca-la como mocinha indefesa, Imperator Furiosa entrou pra lista das minhas personagens femininas preferidas. Esse filme foi um grande passo para, possivelmente, termos filmes Hollywoodianos menos misóginos, menos machistas e mais inclusivos.

Leituras complementares:
Imperatriz Furiosa e as mulheres feministas em Mad Max: Estrada da Fúria
Mad Max: Estrada da Fúria (Feminista)

PS: Não se esqueçam de correr pra ver esse filme no cinema! Esse é o típico filme que é necessário uma telona pra apreciar cada detalhe.

7 de maio de 2015

6 on 6: Maio

Gente, primeiro aviso do post: Eu tô viva! Talvez mais pra zumbi, devido vestibular + último ano do ensino médio mas eu tô aqui. Segundo aviso é, na verdade, um pedido de desculpas. Eu sei que o blog tá parado, mas eu vou tentar organizar isso pra todo mundo sair ganhando ♥
Como cês devem ter percebido, eu amo fotografar e amo esse projeto. Infelizmente, não tô tendo tempo de fotografar muito mas eis aqui as últimas fotos da minha câmera recém aposentada.

1- Essa visão linda de um forte da Barra de São João, RJ.
2- Pra consolidar meu passeio que foi ótimo por sinal ♥
3- Uma das casinhas dessa cidadezinha linda que eu fiquei doida!
4- Florzinhas pela rua.
5- Simbinha brincando no matinho da casa, que por sinal ele amou e ficou felizão. Porém odiou a coleira (por motivos óbvios), mas não tinha como ficar com ele num lugar desconhecido e sem tela :c
6-

É isso gente, espero que tenham gostado das fotos. Super recomendo viajar pra esse lugar pra quem é do RJ, é uma cidadezinha bonita e calma. Alguém mais conhecia? Me contem nos comentários!

9 de abril de 2015

6 on 6: Abril

Oi gente! Esse mês pra mim foi ótimo por motivos de: consegui viajar. Foi uma viagem de 3 dias, curtinha mesmo, mas consegui aproveitar até porque meu Simbinha foi comigo na mala ♥
Primeira viagem dele gente! Fiquei toda feliz!
Vamos as fotos:





1- Simba dormindo na viagem na minha cama que acabou virando mais dele do que minha.
2- Esses últimos dois meses eu me interessei bastante por HQs/quadrinhos e to cada vez mais me aprofundando e me apaixonando por esse mundo. 
3- Minhas aquisições da minha viagenzinha: minha colcha e minha canga.
4- Simba carente na minha cama na véspera da nossa viagem. Ele tava tão feliz que parecia saber que iria viajar pela primeira vez com a sua família.


Bom gente, resumi as coisas recentemente boas que aconteceram pra mim nessas fotos ♥
 Espero que tenham gostado e não deixem de conferir o projeto das outras meninas:

27 de março de 2015

Para conhecer: Bea Miller



Oi pessoal, faz muito tempo que eu não faço algo relacionado a música aqui no blog né?
Então, eu decidi falar sobre uma menina que vem se destacando em relação a estilo e na música. Alguém aqui assistia The X Factor em 2012? Época que tinha Britney, Demi e L.A Reid como jurados e artistas como Carly Rose Sonenclar, CeCe Frey, e Jennel Garcia e bandas como Fifth Harmony e Emblem3. Eu pelo menos amava essa temporada gente, dava altas risadas


E chorava também. 
Entre as artistas tinha a pequena, de 12 anos, Bea Miller, que tinha como mentora a Britney Spears. As duas juntas eram só amor ♥
Mas então o X Factor acabou, e então Bea postou sua nova música, "Rich Kids" no YouTube. Seu single recebeu mais de 150.000 visualizações em menos de uma semana. Além de também ter feito a abertura dos shows da Demi Lovato Tour.
Seu EP chamado Young Blood, foi lançado no dia 22 de abril de 2014 e teve uma ótima estreia, alcançou a posição #2 no Itunes chart "Álbuns pop"e ficou no Billboard 200 ficando em #64.
Fiquei semanas ouvindo sem parar esse EP, é maravilhoso, Pelo estilo dela eu jurava que ela iria seguir o caminho meio rock, talvez indie, mas ela provou que sabe fazer um ótimo pop para os nossos ouvidos. Minhas preferidas foram:


Você pode conferir o acústico da música Young Blood (maravilhoso por sinal) clicando aqui.

Bea também fez covers com a banda Boyce Avenue como Roar e We can't stop. No canal dela do youtube tem sempre tem algum cover maravilhoso dela, cada um mais lindo que o outro! Você pode conferir clicando aqui.

Além da carreira musical, Bea também é atriz e fez dublagens em desenhos como Toy Story 3 (Molly Davis) e Era do gelo. Essa menina é um prodígio né gente? Além de ter um instagram lindo de morrer!

O álbum de estréia dela já vem sido planejado e está previsto para 21 de julho desse ano, tô muito ansiosa gente! 


Então gente, gostaram? Já conheciam a Bea Miller? Me contem nos comentários!

8 de março de 2015

6 filmes/séries que representam a força feminina

E ai pessoal! Mulherada, hoje é nosso dia. E pra comemorar, nada melhor que verem mulheres inspiradoras em ação. Eu amo ver que, apesar de não ser algo no total, as mulheres estão lutando e conseguindo seu espaço no ambiente cinematográfico. Apesar desse ambiente ser sim bastante sexista, a gente pode ver que tá tendo muita mulher ai que não tá deixando barato, né Patricia Arquette?

E ver mulheres unidas nessa causa é maravilhoso, sem competição, apenas uma apoiando a outra ♥

A lista será, 3 filmes e 3 séries porque eu não podia deixar de indicar essas maravilhas pra vocês! Fiquei dividida e acabei fazendo isso. Então vamos aos filmes?

1- Histórias Cruzadas

Esse filme é algo tão lindo que todo mundo deveria ver na vida. Se eu não me engano, o indiquei já no blog mas eu não consigo pensar nele fora dessa categoria. 
O filme se passa na época do Apartheid e a maioria do elenco, se não todo ele, são mulheres. Mulheres de várias raças e pensamentos: conservadores ou liberais. Ele passa toda a situação em que as empregadas negras eram colocadas, sendo humilhadas até por utilizarem o mesmo banheiro que pessoas brancas. 
Temos a presença da Emma Stone, que faz uma escritora amadora que ao ser admitida em um emprego na coluna de conselhos domésticos, está determinada em mostrar o que as empregadas negras passam no seu cotidiano devido ao preconceito. Emma teve um laço muito forte com sua babá, que era negra, e viu o quanto ela sofreu com esse mal do século que era o preconceito, e isso a deixa inconformada. Toda essa situação a leva a conhecer a empregada de uma de suas amiga do colégio, a Abileen interpretada pela maravilhosa Viola Davis. E ambas se unem com o intuito de mostrar para todos o que é ser uma empregada negra no estado do Mississipi em 1962, porém ainda tem a luta contra o medo devido a tamanha opressão que são imposta em ambas. O filme é maravilhoso, um drama com pitadas de humor, que nos fazem viajar naquela época e na vida dos personagens. Nos mostram que, negras ou brancas, as mulheres sofrem praticamente as mesmas pressões sociais e se não permanecerem unidas, não conseguirão sair do lugar.

2- Silêncio de Melinda

Esse filme eu vi faz muito tempo, anos talvez, mas me marcou de uma forma muito profunda. O filme em sí tem uma temática forte e impactante,  e a gente consegue sentir toda a aflição que a história passa.
Melinda é uma menina que já teve amigos, já foi a festas e já se sentiu segura. Porém não mais. Após sofrer algo traumático e chamar a polícia em uma das festas da galera da escola, ela é totalmente excluída do seu ciclo de amizade e se cala. Se cala com o outros e com ela mesma. O título é faz alusão a tantas coisas tratadas no filme, mas principalmente ao silêncio da vítima de um abuso. Fora o drama que a vítima sofre convivendo com o seu agressor e ele a tratando como se nada tivesse acontecido, como se fosse normal,  e não é. 

3- Legalmente Loira


O filme já está batido, eu sei. Mas é sempre bom ver mulheres mostrando do que elas são capazes quando são substimadas, certo? É o que a Elle Woods faz muito bem. Ela é uma típica menininha de Beverlly Hills, que até então só se preocupava com sua aparência e sua fraternidade porém quando seu namorado de longa data a larga por achar que ela é fútil demais para namorar um calouro de direito, ela passa a questionar seus limites. Ela decide estudar direito na mesma univerdade que seu ex, para provar para sí mesma e para os outros que ela tem seu valor. 

Agora vou falar pra vocês as séries que ''fight like a girl'' nunca foi uma ofença haha:

1- Agent Carter

Imagina uma mulher trabalhando num cargo que, até então, era destinado somente para homens? No pós segunda guerra mundial? E tendo que lidar com a morte de alguém muito famoso e heróico, mas que para ela foi seu grande amor? Pois é assim que Peggy Carter passa sua vida, trabalhando secretamente na Reserva Científica Estratégica.
A série é ótima pra quem curte HQs, Marvel e todo esse universo geek/nerd. Eu fiquei apaixonada com toda essa força da Carter, ela tem que frequentemente para os seus amigos de trabalho que sempre a menosprezam e não a levam a sério por ser mulher. 

2- How To Get Away With a Murder

Mais um trabalho maravilhoso da Viola Davis, com a mesma produtora de Grey Anatomy e Scandal. 
How to Get Away with Murder segue a vida pessoal e profissional de Annalise Keating, uma professora de Direito Penal da fictícia Universidade de Middleton, na Filadélfia, uma das mais prestigiadas Escolas de Advocacia na América. Uma advogada de defesa, Annalise seleciona um grupo dos seus melhores alunos em sua turma da universidade para trabalhar em seu escritório. São eles Connor Walsh, Michaela Pratt, Asher Millstone, Laurel Castillo e Wes Gibbins. Em sua vida pessoal, Annalise vive com seu marido, Sam Keating, mas também vive um relacionamento às escondidas com Nate Lahey, um detetive local. Quando sua vida pessoal e profissional começar a entrar em colapso, Annalise e seus alunos se veem envolvidos, involuntariamente, em uma trama de assassinato.

3- Supergirl 

Eu trouxe uma da Marvel, então nada mais justo que falar pra vocês sobre a nova série da DC não é? Já foi dito que a série terá como foco a força feminina e seu empoderamento, praticamente na mesma pegada que Carter. Acho ótimo essa inovação de colocar bastante heróinas no mundo das HQs e a gente sabe que isso tá crescendo cada vez mais, vendo que até os vingadores agora será formado por mulheres. Fora o fato de terem mudando o uniforme da Supergirl para algo muito mais heróico e menos objetificado (mini saia, decote e todas aquelas coisas) e por sinal muita gente (homens) se doeram, mas enfim né?
Então, vamos nos preparar pra estréia dessa série? Ainda não tem nada de estréia, mas já temos o elenco praticamente formado e a sinopse, confira:
''Kara Danvers, ou Kara Zor-El, a prima do Superman, e Alexandra "Alex" Danvers, a irmã terráquea de Kara, são as duas protagonistas da série. Kara chega à Terra aos 12 anos, depois de partir do planeta Krypton, e é adotada pela família Danvers - que a ensina a ser cuidadosa com seus poderes. Depois de represar suas habilidades por uma década, Kara é forçada a mostrar seus dons em público, durante um desastre inesperado. Motivada por seu heroísmo, ela começa a abraçar sua vocação para ajudar as pessoas de sua cidade.''

Então gente, my job here is done. Vocês já conheciam algum? O que acharam? Me contem nos comentários as suas opiniões sobre!